Você sabe como obter QUALIDADE DE VIDA ??
- Equipe Desobese

- 29 de mar. de 2018
- 5 min de leitura

Quando falamos de qualidade de vida, estamos falando de saúde!
Mas o que é Saúde? Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), saúde é o bem-estar físico, mental e social e para obtermos qualidade de vida, temos que adotar práticas saudáveis no nosso dia-a-dia. Mudar hábitos não é tarefa das mais fáceis, mas com pequenas mudanças no seu dia a dia será possível.
Abordaremos alguns pilares que ajudará a obter uma vida com mais qualidade, vejamos:

1 – Alimentação balanceada
Para controle do peso, é essencial uma alimentação balanceada que atenda a individualidade biológica, pois cada individuo tem suas particularidades que devem ser levadas em conta, como suas preferências, rotina, atividades física e patologias.
Lembre-se, o que serve pra mim pode não servir pra você. Seguir dietas da moda, que a maioria das vezes orientadas por blogueiras “fitness”, pode ser muito perigoso. Dieta restritivas não se sustentam por muito tempo, nosso orgamismo inteligente faz o que chamamos de “supercompensação”, levando a engordar muito mais que perdeu, assim que você voltar ao seu consumo de antes.
Um único alimento ou precedimento isoladamente não faz milagre, não queira resultados do dia para o outro, a palavra chave é equilibrio e isso chama-se estilo de vida.
2 – Suplementação:
Levando em conta que por melhor que seja sua dieta, infelizmente não atende 100% das necessidade de alguns micronutrientes. É necessário a suplementação básica como a de vitamina D3 ( https://www.desobese.com/blog/voce-conhece-a-vitamina-do-sol), omega 3, magnésio e probióticos.

3 – Modulação Intestinal:
Os intestinos exercem um importante papel para nossa qualidade de vida, considerado como “nosso segundo cérebro”. Sem equilíbrio da flora intestinal, fica impossível termos qualidade de vida.
Numerosas evidências apontam que a qualidade da dieta exerce potencial modulador da composição da microbiota intestinal, principalmente no que se refere ao teor de gorduras saturadas, trans, carboidratos refinados e podre em fibras. Essas condições são um gatilho de várias doenças metabólicas e sistêmicas, como endometriose, risco cardiometabólicos ( resistência insulínica, diabetes, obesidade, dislipidemias), problemas no sistema imune, desenvolvimento diversas doenças psiquiátricas, já que as bactérias intestinais regulam vários genes e neurotransmissores como transtorno de ansiedade, depressão, esquizofrenia, autismo entre outras doenças.
Desta forma, a microbiota intestinal, deve atenção de todos os profissionais de saúde.

3 – Atividade Física:
Não podemos falar em qualidade de vida sem inserir no nosso dia-a-dia exercícios físicos regulares, de 3 a 5 vezes por semana.
Exercício físico reduz em até 50% a chance de desenvolver doenças crônicas, como câncer e diabetes tipo II, além de melhorar o humor e aliviar o estresse e a ansiedade. Já que ajuda a produzir serotonina (o hormônio do bem-estar), beneficia a capacidade pulmonar, reduz riscos de doenças cardiovascular e respiratória. Aumenta a libido, pois aumenta a produção de testosterona. Proporciona a manutenção e aumento de massa muscular.
Os músculos são intensos consumidores de energia, quanto mais massa magra você tiver, mais você gasta energia, mesmo em repouso. Pois, mesmo após os exercícios físicos o metabolismo mantem-se acelerado, favorecendo, assim, a perda de gordura corporal.
4 – Qualidade do Sono
Acordar bem disposto, contribui muito para qualidade de vida do indivíduo. Pois, é durante o sono que a maioria dos nossos hormônios são produzidos, colaborando para o não surgimento de doenças como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, envelhecimento precoce, doenças infecciosas, dificuldades de aprendizagem e memorização. Além de acordar com irritação, mau humor, falta de memória, desatenção, estresse, sonolência entre outros. Isso também pode estar relacionado a sedentarismo, reforçando a importância dos exercícios físicos.

5 – Controle Hormonal
Os hormônio exercem importantíssimo papel em nosso organismo. Milhares de reações bastante complexas acontecem no nosso corpo através de transmissões de sinais ao cérebro. Quando não funcionam adequadamente, principalmente por causa de má alimentação ou estilo de vida estressante, a saúde pode estar em risco.
Nosso organismo produz mais de 50 hormônios, mas destacaremos apenas alguns envolvidos no metabolismo energético.
Insulina
É um hormônio anabólico, produzido pelo pâncreas, tem inúmeras funções, entre elas controlar nos níveis da glicemia no sangue, que normalmente aumentam após uma refeição. Participa na síntese dos lipídios e o regulamento das atividades enzimáticas. Com estilo de vida errado e dieta rica em carboidratos, o pâncreas terá que produzir cada vez mais insulina, até o organismo desenvolver resistência à insulina, levando a várias doenças como diabetes tipo 2, esteatose hepática não alcoólica, Síndrome do Ovário Pilocístico (SOP), hiperuricemia, doença renal crônica, insuficiência cardíaca, alterações cognitivas e câncer.
Para correção desta condição, precisamos mudar o estilo de vida. Controlar do peso e sair do sedentarismo.
Cortisol

Apesar de ser chamado de 'hormônio do estresse', o cortisol tem um papel importante na nossa fisiologia. Quando você se estressa, os níveis de açúcar no sangue caem rapidamente. Durante esse processo, o glucagon se responsabiliza por aumentar esse açúcar, e o cortisol ajuda a liberar no organismo.
O cortisol é produzido pela glândula adrenal para acelerar a quebra de proteína e começar a gliconeogênese (produção de glicose de precursores não glicídicos, através de quebra de gordura e proteína para fornecimento de energia).
Tanto déficits como excesso são prejudiciais. Por um lado é vital, sua baixa pode trazer efeitos como depressão, fadiga extrema, cansaço, fraqueza, desejos incontroláveis por alimentos calóricos e mesmo a dificuldade na redução do percentual de gordura corporal. Porém, ele é prejudicial se estiver em alta, pois, causa extrema degradação da massa muscular, dificuldade no metabolismo de glicogênio, queda dos níveis de testosterona ou mesmo a síndrome de Cushing e insônia.
Manter uma dieta balanceada, incluir exercício físicos e fazer meditação reduz o risco de estresse crônico.
Leptina
Este é o chamado hormônio da saciedade. Quando você come, os níveis de leptina aumentam e o seu apetite aos poucos começa a diminuir. Mas o que pode acontecer se seu organismo não consegue produzir este hormônio?
Várias pesquisas estão em andamento para entender melhor as funções da Leptina nesse complexo sistema de controle do peso. Sabe-se, por exemplo, que quem dorme pouco tem menor produção de Leptina e portanto, poderia ter mais fome e mais chance de beliscar durante a noite. Sabe-se também que mulheres produzem mais Leptina. Dieta com grande quantidade de gordura são capazes levar a produção de leptina reduzir, fazendo que a sinalização de saciedade chegue ao cérebro datiamente.
Grelina
Também conhecido como “hormônio da fome”, a grelina e a leptina trabalham em conjunto, regulando o peso. Quando o estômago fica vazio, intensifica a secreção da grelina, o hormônio atua no cérebro dando a sensação de fome. Quanto mais elevado for a produção, resultando em concentrações altas no sangue, maior será a sensação de fome. Quando nos alimentamos, ele diminui e a secreção de leptina aumenta gerando saciedade. Obesos tem mais resistência a leptina.
Melhorar a dieta, suplementação de ômega 3, modulação do sono e prática de exercícios físicos, regulam a função desse hormônio.

Glucagon
Produzido pelo pâncreas, exerce um efeito oposto ao da insulina.
O glucagon ajuda a manter os níveis de glicose no sangue, armazenada na forma de glicogênio no músculo ou no fígado, através de um processo chamado glicogenólise. Assim que estas reservas acabam, o glucagon faz com que o fígado sintetize glicose adicional através da gliconeogênese. Desta forma, mantem os níveis de energia constante no organismo.
Testosterona

Apesar de ser chamado popularmente de 'hormônio masculino', é importante para ambos os gêneros. Quando a testosterona está baixa, provavelmente há baixo desejo sexual, dificuldade de ganho de massa muscular e ossos fracos. Para melhorar a produção de testosterona, um dos fatores é praticar exercícios físicos de alta intensidade, dieta balanceada, e nível adequado de Vitamina D3 também ajuda.
LEMBRE-SE: Qualidade de vida, abrange vários aspectos, mas comece com o mais simples.. SORRIR E AGRADECER SEMPRE !!

Dra. Rose Nascimento
Nutricionista
CRN 3820
Equipe DESOBESE
Nutrição Clínica e Esportiva



Importante e muito difícil o equilíbrio entre a mente e o corpo, portanto necessitamos de profissionais qualificados e comprometidos com a saúde.